Olá família, amigos e visitantes.
Quem faz este relato é ninguém menos que a mãe das trigêmeas. Como vocês observaram ao longo deste ano, somente o meu marido, pai absoluto das minhas filhas, fez declarações neste blog. Achei que estava na hora de falar um pouco...
Fazer tratamento para engravidar foi o maior desafio de equilibrio mental que pude enfrentar, não digo de todas as mulheres, porque não quero menosprezar o problema de ninguém. Gente, foi muito sofrido, mas eu queria, queria tanto que saí ilesa das derrotas parciais. Sempre acreditando que ia dar certo.
Bem, as expectativas, as dores, os anseios e tudo que acompanha uma gravidez de risco, meu marido já relatou ao longo das dezenas de capítulos postados. Daí, vai meu depoimento de mãe ao longo destes 19 meses.
Gente, foi e continua sendo uma barra. Desde o início que eu não teria sobrevivido se não fosse a minha mãe. Vejamos: Engravidei no dia 20 de abril de 2006, em junho descobri que seriam trigêmeos e em julho meu marido foi morar no Rio de Janeiro. Tá bom, vinha nos visitar nos finais de semana, mas vamos ser honestas.....Que barra pra mim!!! Chegou um momento que não podia mais dirigir, levantar para comer......Já imaginou senão tivesse minha mãe e meu pai por perto? Uau!!! Eu precisava trabalhar e não podia ir sozinha.
Pois bem, passado todos os pesadelos relatados, nasceram as crianças, não, NASCERAM AS MINHAS CRIANÇAS. Vamos fazer uma pausa para este momento: Trata-se do melhor e mais precioso momento da minha vida. Eu acreditei no sucesso delas desde o momento em que meu obstetra, Dr. Alberto Zaconeta, me pediu para enteder que o período delas na UTI seria como uma continuidade da minha gravidez, portanto, precisava ser encarada da melhor e mais amada forma possível. Ouvir o choro de cada bebê ao sair de dentro de mim, foi um sentimento que unicamente Deus pôde traduzir. Ele me deu essa graça de receber três vidas, PARA SEMPRE.
......
Minha pausa foi para dizer a todos que minhas filhas são as coisinhas mais lindas que já vi, que já vivi, que já amei, que sinto dentro do meu peito, pulsar como se fossemos um único coração. E olha que são quatro ao mesmo tempo. Junto com meu marido, somos cinco corações batendo intensamente em função de um amor.
Voltando ao assunto, dei duro com essas meninas. Eu não sabia o que era ter um filho, pois eu tive três então, pra mim, tudo aquilo era normal. Me virei quase que sozinha por um longo período. Para vocês terem uma idéia elas sempre acordaram muito cedo e eu só conseguia sair da cama por volta das 13h, sem comer, sem beber (minto, a presença da minha mãe garantia a minha alimentação). Eu amamentei minhas crianças até o quinto mês! LOUCURA. Tentei ter uma ou outra babá, mas quem cuidava mesmo era eu e minha mãe (lembrem-se que de segunda a sexta meu marido estava no Rio de Janeiro). Durante a noite, trocando fraldas, amamentando, e dando mamadeira como complemento, era eu sozinha, SOZINHA. E eu fazia questão, porque no dia seguinte eu precisava dormir e as outras pessoas que me ajudariam precisavam estar descansadas. Vocês já pensaram o que uma babá cansada pode fazer ao seu filho? Eu, mesmo cansada, seria e sou a melhor pessoa do mundo para elas.
Como vocês puderam observar na postagem anterior, meu marido já tentou se desculpar porque eu disse que faria uma declaração. Gente, eu parei de trabalhar, estudar, mudei de cidade...Tudo em prol de estar mais perto da família. Eu abri mão da minha vida para viver uma vida em família. Mas faria tudo de novo, saibam. Os meus valores são muito intensos e a família é a base de tudo isso. Meu pai e minha mãe que o digam.
Hoje vivo em função delas. Tenho uma pessoa para me ajudar, a Barbinha, que espero, dure para sempre. Faço comida, vitamina, leite, sobremesa, etc, o dia inteiro, ainda mais agora que uma delas, a Álica Cristina, está seletiva na questão da alimentação. Invento todos os dias. Hoje fiz um suflê de espinafre, Delicioso!
Durmo, por noite, no máximo, 4 horas seguidas, mas já me acostumei. Hoje caminho e corro todos os dias pois quero recuperar a forma física (Tá difícil., heim...). Como foi duro encarar as consequências de um corpo, antes, perfeito aos meus olhos. Mas me sinto melhor hoje e, tenho certeza, vai melhorar a cada dia. Já até uso biquine!
Meu marido continua a viajar todas as semanas. Às vezes até me questiono se valeu a pena mudar de cidade, largar meu emprego e as promessas de ascensão, mas vou levando.... De uma coisa eu tenho certeza, minhas filhas vão amar o pai mais do que elas próprias serão capazes de entender o porque de tanto amor.
Tenho muito a contar, mas por hoje chega. Em outra oportunidade eu falo um pouco mais. Tenho certeza que algumas pessoas queriam ouvir um pouco disso e vão querer mais depois.
Um grande beijo a todos, mas preciso ir garantir minhas 4 horas de sono por noite. A propósito, meu marido acorda para me ajudar, mas lembrem-se que ele viaja o tempo todo. UFA! Trio parada dura!